A participação da população LGBTQIA+ na política brasileira atingiu um marco nas eleições gerais de 2026. Um levantamento do Instituto Plena Cidadania identificou 514 candidaturas LGBTQIA+, crescimento de 57% em comparação com 2022.
Os números chamam atenção porque o aumento ocorreu em um cenário de redução do total de candidaturas no país. Enquanto o conjunto de concorrentes às eleições diminuiu, a participação proporcional de pessoas LGBTQIA+ mais que dobrou, passando de 1,12% para 2,5%.

O crescimento foi particularmente expressivo em regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste, indicando que a mobilização política da comunidade deixou de se concentrar apenas nos grandes centros urbanos do Sudeste.
A representatividade também avançou nas urnas. Erika Hilton e Duda Salabert conquistaram a reeleição para a Câmara dos Deputados, enquanto Thabatta Pimenta ampliou a bancada de mulheres trans na Casa. Outras candidatas conquistaram espaço nas assembleias legislativas estaduais.
Apesar dos resultados, especialistas e organizações de defesa dos direitos humanos ressaltam que a presença eleitoral é apenas uma das dimensões da participação política. O enfrentamento à discriminação, o acesso à saúde e à educação e a segurança da população LGBTQIA+ continuam entre os desafios brasileiros.
Os novos números revelam uma transformação importante: brasileiros LGBTQIA+ estão ampliando sua participação não apenas como eleitores, mas também como protagonistas das decisões políticas.
Fonte: Agência Brasil, reportagens de 19 de agosto e 5 de outubro de 2026.
Agência Brasil
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