Tarifaço: Trump critica tribunal de apelações e garante que tarifas seguem em vigor
Redação: Focus TV – Focus News
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com dureza à decisão do Tribunal de Apelações Federal que considerou ilegais grande parte das tarifas impostas durante sua gestão. Mesmo diante do veredito, o republicano assegurou que as tarifas continuam em vigor, pelo menos até a análise da Suprema Corte. O caso reacende o debate sobre os limites do poder presidencial na política comercial norte-americana.
Decisão judicial e contexto
Por 7 votos a 4, o tribunal decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao utilizar a International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) para justificar tarifas amplas sobre importações. Segundo os juízes, a lei não concede poderes ao presidente para criar impostos ou tarifas — atribuição exclusiva do Congresso.

No entanto, a decisão não terá efeito imediato: sua aplicação foi suspensa até 14 de outubro de 2025, prazo em que o governo poderá recorrer à Suprema Corte.
Essa reviravolta ocorre após a Corte de Comércio Internacional (CIT), em maio deste ano, também ter declarado ilegal o chamado “tarifaço”, apontando falhas no uso da legislação de emergência para sustentar medidas permanentes de comércio.
Reação de Trump
Donald Trump, em postagem em sua rede social, classificou o julgamento como político e reforçou que as tarifas seguem em vigor. Ele afirmou:
“Se essa decisão prevalecer, ela literalmente destruirá os Estados Unidos da América.”
Em outro trecho, acrescentou que a medida seria uma forma de “abrir as portas para a China e outros países explorarem a economia americana”, enfraquecendo a indústria nacional.
Trump ainda acusou parte do judiciário de “querer desmontar conquistas históricas” de sua gestão, lembrando que as tarifas foram usadas como instrumento de pressão em negociações comerciais e de proteção ao mercado interno.
Impactos e próximos passos
Especialistas avaliam que, caso a decisão seja confirmada pela Suprema Corte, o governo poderá ter de devolver valores já arrecadados, causando um impacto bilionário nas receitas federais e aumentando a pressão sobre empresas importadoras.
O Congresso também discute medidas para restringir futuros abusos presidenciais, como o Trade Review Act de 2025, projeto que limitaria a duração de tarifas unilaterais a 60 dias sem aprovação legislativa.
Enquanto isso, a incerteza gera instabilidade entre investidores e parceiros comerciais, que acompanham de perto o desenrolar do caso.
Conclusão
O episódio expõe não apenas a disputa política entre Trump e o judiciário, mas também um dilema estrutural dos EUA: até onde vai a autoridade presidencial em matéria de comércio exterior? Até que a Suprema Corte se manifeste, a palavra de Trump prevalece — e as tarifas seguem em vigor.