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	<title>controle da mídia &#8211; Focus Tv</title>
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	<title>controle da mídia &#8211; Focus Tv</title>
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		<title>Democracia sob vigilância? Governo Lula amplia controle regulatório sobre a internet e desperta temor de censura no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maxoliver]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 17:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Decreto presidencial, decisões do STF e novas propostas do PT levantam questionamentos sobre os limites do poder estatal,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Decreto presidencial, decisões do STF e novas propostas do PT levantam questionamentos sobre os limites do poder estatal, a liberdade de imprensa e o direito dos brasileiros de se manifestarem nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Focus TV — Redação de Política | 20 de outubro de 2026</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img data-dominant-color="3e3b3f" data-has-transparency="false" fetchpriority="high" decoding="async" width="500" height="281" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" src="https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula.avif" alt="" class="wp-image-2934 not-transparent" style="--dominant-color: #3e3b3f; width:698px;height:auto" srcset="https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula.avif 500w, https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-300x169.avif 300w" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O que acontece quando um governo que se apresenta como defensor da democracia amplia os instrumentos de fiscalização sobre aquilo que os cidadãos publicam, compartilham e discutem na internet?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa pergunta ganha relevância diante das iniciativas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para regulamentar as plataformas digitais, das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das redes sociais e do crescente protagonismo do Judiciário nos conflitos envolvendo a liberdade de expressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o governo, as medidas representam uma resposta à desinformação, às campanhas de ódio e aos crimes cometidos no ambiente digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os críticos, entretanto, o risco é que mecanismos apresentados como instrumentos de proteção da democracia sejam utilizados para ampliar a interferência do Estado sobre a circulação de informações e opiniões políticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação não é apenas teórica. Em 2026, o próprio governo Lula editou um decreto que aumentou as atribuições de fiscalização sobre as plataformas digitais, provocando questionamentos jurídicos e uma ação no STF.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Decreto de Lula amplia atribuições de fiscalização</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio de 2026, o governo federal publicou o Decreto nº 12.975/2026, alterando a regulamentação do Marco Civil da Internet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida atribuiu funções regulatórias e fiscalizatórias à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e estabeleceu mecanismos relativos à responsabilidade administrativa das plataformas, à guarda de dados e ao tratamento de conteúdos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos controversos envolve a possibilidade de atuação da Advocacia-Geral da União para solicitar providências em relação a publicidades enganosas, abusivas ou fraudulentas relacionadas a políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema levantado por juristas não se resume à necessidade de combater fraudes digitais. A discussão envolve até onde o Poder Executivo pode avançar na regulamentação da internet por meio de decreto, sem uma autorização legislativa suficientemente específica do Congresso Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em reportagem publicada em 26 de maio, a Folha de S.Paulo apresentou questionamentos de especialistas sobre a legalidade da ampliação de competências da ANPD. O governo defendeu que o decreto apenas regulamentava responsabilidades já previstas na legislação e em decisões judiciais.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://www1.folha.uol.com.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Folha</p>



<p class="wp-block-paragraph">A controvérsia chegou ao STF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho, o Partido Renovação Democrática (PRD) ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 7981, argumentando que o decreto poderia criar um novo regime de fiscalização e sanções administrativas sem a devida aprovação parlamentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação apresentada pelo partido, a norma corre o risco de produzir um efeito inibidor sobre a liberdade de expressão, estimulando plataformas a remover conteúdos para evitar punições. Trata-se de um argumento da ação, e não de uma conclusão judicial definitiva.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://noticias.stf.jus.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Supremo Tribunal Federal</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão é central para a democracia: regulamentar serviços digitais é uma atribuição legítima do Estado, mas isso não significa que qualquer instrumento regulatório seja automaticamente compatível com a Constituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF passou a definir as regras do debate digital</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Judiciário também assumiu papel decisivo na transformação das regras brasileiras para a internet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho de 2025, o STF considerou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que condicionava, como regra geral, a responsabilização civil das plataformas por publicações de terceiros ao descumprimento de uma ordem judicial específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Corte estabeleceu novos parâmetros para a responsabilidade das empresas digitais, enquanto o Congresso não aprovar uma atualização da legislação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho de 2026, o Supremo aperfeiçoou essa interpretação e determinou a implementação de medidas estruturais pelas plataformas, incluindo obrigações relacionadas ao dever de cuidado diante de determinadas práticas criminosas graves.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://noticias.stf.jus.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Supremo Tribunal Federal</p>



<p class="wp-block-paragraph">+1</p>



<p class="wp-block-paragraph">O combate a crimes como racismo, terrorismo e violência contra crianças possui fundamentos jurídicos e sociais relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a atuação do STF suscita outra pergunta legítima: qual deve ser o limite da criação de regras de alcance geral pelo Judiciário em um sistema democrático que reserva ao Congresso Nacional a função de legislar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma decisão judicial pode ter efeitos amplos e vinculantes. Ainda assim, quando transforma significativamente o funcionamento de um setor econômico ou de um espaço de debate público, torna-se indispensável discutir previsibilidade jurídica, proporcionalidade e os limites entre os Poderes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco de uma moderação excessiva também merece atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se uma plataforma concluir que manter uma publicação controvertida representa uma possibilidade elevada de punição, ela poderá optar por removê-la preventivamente, inclusive quando se tratar de manifestação protegida pela liberdade de expressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o chamado efeito inibidor: o receio de consequências legais ou econômicas leva à restrição de manifestações que, em condições normais, poderiam circular livremente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O PT quer avançar na regulação das redes sociais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A regulamentação digital não é uma iniciativa isolada de órgãos administrativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio programa de governo apresentado por Lula para as eleições de 2026 inclui o compromisso de avançar na regulação das plataformas digitais e combater a disseminação de desinformação e campanhas de ódio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta foi noticiada pela CNN Brasil em agosto e integra as diretrizes políticas defendidas pelo presidente para um eventual novo mandato.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://www.cnnbrasil.com.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">CNN Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Congresso, parlamentares petistas também apresentaram medidas sobre o ambiente digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre elas está o Projeto de Lei 2034/2026, de autoria da deputada Camila Jara (PT-MS), que prevê a disponibilização de mecanismos colaborativos de verificação de fatos pelas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta estava em tramitação na Câmara dos Deputados e não equivale, por si só, a uma autorização para censura.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://www.camara.leg.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Portal da Câmara dos Deputados</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, a discussão exige respostas que nem sempre aparecem claramente no debate político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem determina que uma publicação contém informação falsa? Qual é o procedimento de contestação? Quais garantias impedem que opiniões legítimas, críticas ao governo ou interpretações divergentes sejam classificadas indevidamente como desinformação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas questões precisam de respostas objetivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma democracia não pode depender exclusivamente da boa intenção de quem exerce o poder. Ela precisa de regras capazes de proteger a liberdade também quando seus governantes são criticados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E as emissoras de televisão? Até onde o Estado pode interferir?</h2>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img data-dominant-color="394f76" data-has-transparency="false" decoding="async" width="500" height="281" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" src="https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sdfsdf.avif" alt="" class="wp-image-2933 not-transparent" style="--dominant-color: #394f76; width:576px;height:auto" srcset="https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sdfsdf.avif 500w, https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sdfsdf-300x169.avif 300w" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação com a liberdade de expressão não se limita ao Facebook, Instagram, YouTube e WhatsApp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, emissoras de rádio e televisão operam em um regime jurídico diferente daquele aplicado às plataformas digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 223 da Constituição estabelece que cabe ao Poder Executivo conceder e renovar outorgas de radiodifusão, com participação do Congresso Nacional. A interrupção antecipada de uma concessão depende de decisão judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, o artigo 220 da Constituição proíbe a censura política, ideológica e artística e protege a liberdade de informação jornalística.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://www.tse.jus.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Tribunal Superior Eleitoral</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que a relação entre Estado e emissoras exige cuidados especiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A possibilidade de decisões judiciais afetarem concessões ou conteúdos não pode se transformar em instrumento para intimidar jornalistas, apresentadores ou veículos críticos a determinado governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Constituição não autoriza que uma emissora seja punida simplesmente por discordar do presidente ou de um partido político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário, porém, esclarecer um ponto: a pesquisa não encontrou evidências de um plano específico do PT para assumir o controle editorial das emissoras de televisão por meio de magistrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que está documentado são iniciativas de regulamentação digital, decisões judiciais sobre plataformas e um debate político mais amplo sobre a atuação do Estado na comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confundir essas situações poderia enfraquecer uma crítica que possui fundamentos jurídicos legítimos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">STF, STJ e TSE: qual é o papel dos juízes?</h2>



<figure class="wp-block-image alignright size-full"><img data-dominant-color="877a6a" data-has-transparency="false" style="--dominant-color: #877a6a;" decoding="async" width="500" height="281" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" src="https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sfz.avif" alt="" class="wp-image-2932 not-transparent" srcset="https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sfz.avif 500w, https://www.focustv.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sfz-300x169.avif 300w" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Outra questão importante envolve a atuação dos tribunais superiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF, responsável pela interpretação constitucional, definiu parâmetros de responsabilidade das plataformas. O STJ, por sua vez, atua principalmente na uniformização da interpretação da legislação federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exerce funções relacionadas à fiscalização do processo eleitoral, incluindo regras de propaganda e disputas sobre conteúdos digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa distinção importa especialmente em 2026, quando decisões judiciais envolvendo campanhas políticas e redes sociais provocaram intensas controvérsias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo ocorreu com o canal de WhatsApp conhecido como Exército do Lula, ligado à mobilização eleitoral promovida pelo deputado André Janones.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O canal foi objeto de decisões conflitantes no TSE e de questionamentos sobre sua atuação durante o período eleitoral. Posteriormente, foram estabelecidas exigências relacionadas ao registro de canais utilizados em campanhas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://noticias.uol.com.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">UOL Notícias</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também houve uma disputa judicial envolvendo a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha de Lula acusou a empresa de prejudicar o alcance de seus conteúdos e favorecer o adversário Flávio Bolsonaro. O TSE determinou medidas de tratamento isonômico entre as candidaturas. A Meta negou favorecimento deliberado.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://noticias.uol.com.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">UOL Notícias</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses episódios demonstram que o problema da intervenção no debate digital não está restrito a um único grupo político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, a campanha de Flávio Bolsonaro também recebeu críticas de juristas após solicitar restrições a perfis e publicações nas redes sociais durante o segundo turno.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://noticias.uol.com.br&amp;sz=32" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">UOL Notícias</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a defesa da liberdade de expressão precisa ser coerente: as garantias devem valer para governistas, opositores, jornalistas independentes e cidadãos comuns.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem fiscaliza os fiscalizadores?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse talvez seja o ponto mais sensível das propostas defendidas pelo governo Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O combate à desinformação é um objetivo legítimo. Mas não basta afirmar que uma medida pretende proteger a democracia para concluir que ela necessariamente a fortalece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A regulamentação deve ser avaliada pelos poderes que concede, pelas restrições que estabelece e pelas garantias que oferece contra abusos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o Estado ampliar sua capacidade de exigir providências das plataformas, é fundamental que existam critérios transparentes, possibilidade de recurso, decisões fundamentadas e supervisão independente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo raciocínio vale para o Judiciário. Decisões que afetam a comunicação pública precisam ser proporcionais, passíveis de revisão e compatíveis com a liberdade de imprensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo petista, ao defender um papel mais ativo do Estado na organização do ambiente digital, assume a responsabilidade de demonstrar que seus instrumentos não poderão ser utilizados para restringir críticas políticas legítimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, o principal teste de uma democracia não é sua capacidade de proteger discursos favoráveis ao governo, mas de assegurar que seus críticos também possam falar livremente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Democracia não pode significar monopólio sobre a verdade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A democracia brasileira enfrenta desafios reais: campanhas de desinformação, ataques contra instituições, fraudes digitais e manipulação de informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ignorar esses problemas seria irresponsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas também seria um erro aceitar que seu enfrentamento justifica poderes ilimitados de fiscalização e remoção de conteúdos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência democrática exige equilíbrio entre proteção de direitos, liberdade de expressão e controle do poder estatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o governo Lula e o PT podem e devem ser questionados sobre os limites de suas propostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Congresso Nacional também precisa exercer seu papel de debater e definir regras gerais, evitando que decisões relevantes para milhões de brasileiros dependam principalmente de decretos presidenciais ou interpretações judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A existência de tribunais independentes e de uma imprensa livre não é um obstáculo para a democracia. É uma das condições para sua sobrevivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta que fica para o Brasil é simples: quem terá a palavra final sobre aquilo que os cidadãos podem publicar, assistir, compartilhar e criticar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta precisa estar na Constituição e nas garantias democráticas — nunca na conveniência política de quem ocupa o poder.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fontes para publicação</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/partido-questiona-no-stf-decreto-que-altera-regulamentacao-do-marco-civil-da-internet/?utm_source=chatgpt.com">STF — Questionamento ao Decreto 12.975/2026</a>.</li>



<li><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2026/05/decreto-de-lula-sobre-redes-com-atribuicoes-para-agencia-fiscalizadora-gera-debate-sobre-legalidade.shtml?utm_source=chatgpt.com">Folha — Debate jurídico sobre decreto de Lula</a>.</li>



<li><a href="https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/plataformas-terao-60-dias-para-implementar-medidas-estruturais-decide-stf/?utm_source=chatgpt.com">STF — Decisão sobre responsabilidade das plataformas</a>.</li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2619085&amp;utm_source=chatgpt.com">Câmara dos Deputados — PL 2034/2026</a>.</li>



<li><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/plano-de-lula-promete-ministerio-da-seguranca-e-regulacao-das-redes-sociais/?utm_source=chatgpt.com">CNN Brasil — Programa de governo de Lula</a>.</li>



<li><a href="https://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/constituicao-federal/constituicao-da-republica-federativa-do-brasil?utm_source=chatgpt.com">Constituição Federal — Direitos e comunicação social</a>.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"></h2>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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