Operação Ícaro: MPSP desarticula esquema bilionário com prisão de dono da Ultrafarma, executivo da Fast Shop e auditor fiscal
São Paulo, 12 de agosto de 2025 – Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), intitulada Operação Ícaro, prendeu hoje, na manhã desta terça-feira (12), o fundador e proprietário da rede Ultrafarma, Sidney Oliveira; o diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes; e o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, da Secretaria da Fazenda do Estado. O alvo é um suposto esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021, segundo o MP-SP.Brasil 247CNN Brasilportoferreirahoje.com.br
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC), o auditor Artur manipulava processos administrativos ligados a créditos de ICMS, favorecendo as empresas em troca de vantagens financeiras. Esses pagamentos eram feitos mensalmente através de uma empresa registrada em nome de sua mãe.CNN Brasil+1portoferreirahoje.com.br

Além disso, Artur possuía o certificado digital da Ultrafarma instalado em seu computador, o que indica que ele mesmo realizava requerimentos junto à Secretaria da Fazenda, diretamente em favor da farmacêutica — e Sidney Oliveira aparecia como destinatário/copiado em diversas comunicações internas, o que sugere sua ciência e envolvimento.MetrópolesCNN Brasil+1
Apreensões e evidências
As buscas realizadas nas residências e sedes das empresas revelaram quantias significativas em dinheiro em espécie (R$ 330 mil), esmeraldas e moedas estrangeiras.portoferreirahoje.com.brEstadão MT
Vale destacar também o envolvimento da mãe do auditor, cujo patrimônio saltou de R$ 411 mil em 2021 para R$ 2 bilhões em 2023, segundo o MPSP. Ele utilizava a empresa Smart Tax Consultoria, em nome dela, como mecanismo de lavagem do dinheiro ilícito.MetrópolesCNN Brasil
Repercussão jurídica
O promotor João Ricupero ressaltou que a prisão de Sidney Oliveira teve objetivo de resguardar a integridade dos depoimentos dos funcionários, evitando qualquer tipo de influência ou pressão por parte dos investigados.VEJA
Os investigados podem responder por crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme registrado pelos promotores do caso.Brasil 247portoferreirahoje.com.brCNN Brasil
Resposta da Secretaria da Fazenda
A Secretaria da Fazenda informou que inaugurou um processo administrativo interno para apurar a conduta do servidor envolvido e que está cooperando integralmente com o Ministério Público. O órgão também reafirmou seu compromisso com a “ética e justiça fiscal”.portoferreirahoje.com.brCNN Brasil