Bebidas adulteradas em SP podem ter origem em fábrica familiar no ABC, afirma delegado
A Polícia Civil de São Paulo revelou novos desdobramentos na investigação sobre a produção e distribuição de bebidas adulteradas que circularam recentemente em bares e comércios do estado. De acordo com o delegado responsável pelo caso, há indícios de que o esquema criminoso possa ter origem em uma fábrica familiar localizada na região do ABC Paulista.
As apurações tiveram início após diversas denúncias de consumidores que apresentaram sintomas de intoxicação após o consumo de bebidas de marcas conhecidas, mas com características visivelmente alteradas. Exames laboratoriais confirmaram que parte das amostras apreendidas continha substâncias tóxicas, além de álcool de procedência duvidosa.

Segundo o delegado que conduz o inquérito, os primeiros indícios apontam para uma estrutura de produção clandestina que operava sob fachada legal. “Tudo indica que uma família estaria por trás da fabricação e distribuição das bebidas falsificadas. O local funcionava com aparência de fábrica regular, mas dentro havia uma linha de envase e rotulagem fraudulenta”, afirmou o policial.
As investigações também revelaram uma possível rede de distribuição que abastecia bares e depósitos em diferentes regiões da Grande São Paulo, com preços muito abaixo do mercado. Essa discrepância chamou a atenção das autoridades, que começaram a rastrear os lotes suspeitos até chegar à origem no ABC.
Equipes da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária realizaram buscas em galpões e residências ligadas à família investigada. Foram apreendidos rótulos falsificados, garrafas reutilizadas e produtos químicos utilizados na adulteração das bebidas. O material será analisado para determinar o grau de risco à saúde pública.
O delegado destacou que os responsáveis podem responder por crimes contra a saúde pública, falsificação de produtos alimentícios e associação criminosa. “O mais grave é que essas bebidas adulteradas foram comercializadas em larga escala, colocando em risco a vida de centenas de pessoas”, reforçou.
Conclusão
As autoridades seguem investigando o envolvimento de outras pessoas e empresas no esquema. Enquanto isso, a polícia alerta a população para redobrar a atenção ao comprar bebidas alcoólicas — verificando lacres, rótulos e notas fiscais — e denunciar qualquer irregularidade.
Essa operação expõe mais uma vez os perigos do consumo de produtos sem procedência e o impacto que o crime organizado tem sobre o comércio e a saúde pública.