O Ministério Público de Santa Catarina solicitou a exumação do corpo do cão Orelha, que morreu na região da Praia Brava, em Florianópolis. A medida, protocolada no início desta semana, tem como objetivo permitir a realização de uma nova perícia técnica, considerada essencial para o esclarecimento das circunstâncias da morte do animal.
Além da exumação, os promotores responsáveis pelo caso requisitaram novas diligências complementares, com a finalidade de aprofundar a apuração dos fatos. A decisão foi tomada após uma análise detalhada do inquérito policial e dos registros oficiais relacionados à ocorrência.
Entre as providências solicitadas estão a inclusão de imagens em vídeo ligadas a possíveis atos infracionais e a juntada de documentos que envolvem outros registros sobre cães mencionados nos boletins de ocorrência analisados. Ao todo, quatro procedimentos distintos foram considerados na avaliação do Ministério Público.

As Promotorias de Justiça que atuam nas áreas criminal e da Infância e Juventude entenderam que ainda há pontos relevantes a serem esclarecidos, especialmente para verificar se houve algum tipo de interferência ou coação ao longo do processo investigativo. Diante disso, foi solicitada a oitiva de novas pessoas envolvidas no caso.
O Ministério Público também se posicionou favoravelmente ao retorno do sigilo processual, uma vez que há menção indireta a adolescentes em procedimentos paralelos. Por esse motivo, neste momento, não está autorizada a participação de terceiros como assistentes de acusação.
As diligências determinadas deverão ser cumpridas no prazo de até 20 dias, contados a partir do recebimento oficial dos autos pelas autoridades responsáveis.