🚨 Operação Sharpe prende irmã de Léo do Moinho, liderança do PCC em São Paulo
Na manhã desta segunda-feira (8), o Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com as polícias Militar e Civil, deflagrou a Operação Sharpe no centro da capital paulista. O principal alvo foi Alessandra Moja Cunha, irmã de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho, apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região.
🔎 A prisão de Alessandra Moja
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Alessandra se apresentava como líder comunitária e presidente de uma ONG que dizia representar as famílias da Favela do Moinho. Porém, as investigações apontam que, na prática, ela atuava para defender os interesses do irmão, já preso, e dar continuidade às atividades criminosas do grupo.

No endereço da entidade, a polícia já havia encontrado drogas como maconha, cocaína e crack, supostamente destinadas à distribuição no centro de São Paulo. Alessandra também tem histórico criminal: foi condenada e presa anteriormente por envolvimento em um homicídio, no qual a vítima foi morta com múltiplos golpes de faca.
👥 Outros presos na operação
Além de Alessandra, os mandados de prisão preventiva cumpridos nesta segunda-feira incluíram nomes como:
- Jorge de Santana
- Claudio dos Santos Celestino
- Paulo Rogério Dias
- Yasmim Moja Flores
- José Carlos da Silva
- Ronaldo Batista de Almeida
- Reginaldo Terto da Silva
- Ademario Goes dos Santos
- Leandra Maria de Lima
No total, dez pessoas foram presas, entre elas o homem apontado como sucessor de Léo do Moinho no comando das ações criminosas e o dono de um estabelecimento comercial usado para armazenar armas e entorpecentes.
Durante a operação, 12 celulares foram apreendidos e serão periciados para aprofundar as investigações sobre a rede criminosa.
💰 Cobrança a moradores e disputa por território
Reportagem do portal Metrópoles revelou que moradores da Favela do Moinho denunciaram cobranças de até R$ 100 mil feitas por membros do grupo criminoso a proprietários de casas da região, caso aceitassem se mudar para apartamentos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo).
O acordo firmado entre gestões estadual e federal prevê a destinação de R$ 250 mil por família em subsídios, com investimento total de R$ 220 milhões – sendo R$ 160 milhões do governo federal e R$ 60 milhões do governo estadual. A suspeita é que criminosos tentavam controlar parte desses recursos e manter influência na comunidade.
📌 Conclusão
A Operação Sharpe expôs a força e a influência do PCC dentro de comunidades de São Paulo, onde criminosos se infiltram em entidades sociais para mascarar atividades ilegais. A prisão de Alessandra Moja Cunha representa um duro golpe contra a rede de Léo do Moinho, mas também evidencia o desafio constante das autoridades em impedir que facções dominem territórios sob o pretexto de liderança comunitária.