📰 Seleção Feminina do Brasil critica infraestrutura precária da Copa América 2025.
Atletas e comissão técnica denunciam condições inadequadas de aquecimento antes dos jogos no Equador; CONMEBOL ainda não se posicionou oficialmente
Por Redação | FocusTV Esportes
A seleção feminina de futebol do Brasil se manifestou publicamente contra as condições enfrentadas durante a Copa América Feminina 2025, que acontece no Equador. Segundo atletas e integrantes da comissão técnica, os espaços oferecidos para aquecimento antes das partidas eram “inadequados, improvisados e perigosos para a saúde das jogadoras”.
A crítica ganhou repercussão após o jogo contra o Paraguai, quando a jogadora Ary Borges publicou um vídeo nos bastidores, mostrando o time aquecendo em um pequeno salão coberto, sem ventilação e com piso escorregadio. A legenda dizia:
“Isso aqui é preparação para jogo oficial da CONMEBOL?”
A publicação viralizou, e atletas como Marta, Antonia, Duda Sampaio e até membros da comissão técnica ecoaram a insatisfação. A técnica Pia Sundhage também demonstrou desconforto durante entrevista coletiva, dizendo que “as jogadoras merecem respeito profissional, e isso começa pela estrutura”.

Debate público: igualdade no esporte
A indignação da seleção gerou forte repercussão nas redes sociais. A hashtag #RespeitaAsMinas chegou aos trending topics do Twitter e TikTok, com torcedores cobrando tratamento igualitário entre as seleções masculinas e femininas.
Em contraste, usuários relembraram a estrutura oferecida na Copa América masculina de 2024, com centros de treinamento completos, climatização e acesso a tecnologia de ponta.
Até o momento, sem resposta da CONMEBOL
Procurada por veículos internacionais como Reuters e O Globo, a CONMEBOL ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Fontes próximas à organização afirmam que os locais foram “adaptados conforme cronograma e limitações locais”, mas não houve confirmação formal.
Especialistas comentam
A socióloga do esporte Renata Queiroz, da UFRJ, afirmou ao FocusTV:
“Esse tipo de tratamento escancara a desigualdade de gênero no futebol sul-americano. Mesmo com conquistas e visibilidade, as mulheres ainda são tratadas como coadjuvantes.”
Conclusão
Enquanto a seleção segue na disputa por mais um título continental, a polêmica amplia o debate sobre equidade no esporte profissional. O desempenho das atletas dentro de campo continua exemplar — mas fora dele, a luta por respeito segue sendo necessária.